Apropriação cultural, porque já estava na altura de eu falar disto


Ohayou ^^

Primeiro, uma notinha: eu tinha começado a responder aos comentários do [post sobre aborto], mas por algum motivo, depois de enviar o comentário, não aparece nada. Então mesmo que eu não vos tenha respondido, fiquem sabendo que li tudinho, como sempre, e que fiquei orgulhosa de terem entendido os meus argumentos e de acharem a minha retórica tão boa :3

Parece que eu não me canso de trazer assuntos polémicos, e hoje trago um tema igualmente duro de entrar na cabeça das pessoas: Apropriação cultural. Basicamente vou demonstrar que existe, que tem um impacto negativo, quais os critérios para averiguar a sua presença e como é que se pode parar de fazer esta asneira substituindo o problema por apreciação cultural. Como eu sou branca e, ainda para mais, de uma cultura ocidental e maioritária, não podia falar disto sem ter por base muitos links maravilhosos escritos por experts no assunto. Então, se scrollarem até ao final do post, vão ver a lista completa de artigos que me permitiram escrever isto sem dizer grande asneira.

O que é
» Definição e em quê que pode consistir:
Apropriação cultural é um termo antropológico que se refere a quando elementos de certa cultura ou grupos sociais são tomados por pessoas que não pertencem a esse grupo. Contudo, a aplicação do termo cada vez reconhece as relações de poder entre as culturas envolvidas, isto é, a apropriação só pode ser cometida por culturas mais poderosas/maioritárias. Os elementos apropriados podem ser de qualquer tipo, entre eles acessórios, penteados, música, arte, elementos religiosos ou até comportamentos sociais.

Muitas coisas que a sociedade tende a considerar "apreciação" de culturas consistem na verdade em apropriação, que é um problema bem real e com consequências que se desejaria evitar. Para saber a diferença, vão à secção "critérios" ^~^ 

» Consequências da AC:
Como eu não quero que se aborreçam já aqui, vou apenas listar tópicos traduzidos tal e qual do segundo link no rodapé do post, pelo que podem ler a justificação de tudo isto nesse link. Essencialmente, todos estes aspetos prendem-se com os critérios (na secção seguinte) que permitem detetar quando é que estamos diante de um caso de apropriação cultural. Portanto, as consequências são:
  • Trivializar de uma história de opressão violenta;
  • Permitir a uma maioria amar a cultura de uma minoria, mas manter os preconceitos contra quem a constitui;
  • Tornar certos elementos "fixes, modernas, cool" para uma maioria mas "demasiado étnicos, políticos" para uma minoria;
  • Ganhar dinheiro à custa do trabalho das minorias;
  • Premiar algumas pessoas por algo cujo mérito era de minorias culturais;
  • Propagar mentiras em massa sobre culturas marginalizadas;
  • Perpetuar estereótipos racistas;
  • Permitir que pessoas brancas façam de ânimo leve algo que levou à punição de poc (people of color);
  • Priorizar os sentimentos e vontades da maioria em detrimento da justiça e validação das minorias;
  • Banalizar símbolos de resistência;

» Enquanto problema sistemático e não individual + comentários:
Ninguém pode proibir as pessoas de usar nada, e as minorias não têm o poder de ditar o quê que não pode ser usado. É uma questão de consciência e respeita, não de regras e autoridade. Além disso, como já dito, há muita coisa que pode ser na realidade usada mesmo por culturas maioritárias, desde que verdadeiramente sob a forma de apreciação. 

O problema não está no facto de haver 1 pessoa que usou determinado penteado - apropriação não é uma questão de atitudes individuais. É um problema do sistema, que leva em conta a supremacia da sociedade em que os indivíduos se inserem. Dizer a alguém que está a cometer AC não é uma tentativa de ataque pessoal, apenas um pedido para que a pessoa se consciencialize dos seus privilégios e de que há formas menos racistas de fazer o que gosta. 

É possível abrir exceções, sim. Ainda recentemente houve o caso de uma rapariga com cancro que, tendo perdido o cabelo, decidiu usar turbante. Ninguém se teria importado com isso, tanto por ser só uma pessoa, como por consideração à sua situação. O problema foi que essa rapariga se achou no direito de dar permissão a todas as mulheres brancas, postando no facebook "vai ter branca de turbante sim". Essa atitude foi problemática não só por invalidar o que as minorias sempre disseram sobre o tema (e aquelas que tentaram de novo explicar o problema foram vistas como agressoras a atacar uma menina doente), como por impelir as pessoas a enraizar ainda mais o impacto negativo da apropriação na nossa sociedade. 

Além disso, dependendo de onde se localizam, indivíduos da mesma cultura podem ou não considerar algo ofensivo/apropriação. Um exemplo comum é a atitude de pessoas japonesas. As que vivem no Japão tendem até a ficar felizes quando o ocidente retrata algo da sua cultura, mesmo que com erros: por exemplo, quando a Katy Perry fez uma música com geishas mal retratadas, onde ninguém em cena era sequer asiático, foi muito criticada pela forma como exotizou a cultura japonesa. Contudo, essa crítica só proveio de japoneses fora do Japão. É fácil entender essa diferença comportamental quando se reconhece que os japoneses no Japão podem olhar para todo o lado e ver a sua cultura tal como realmente é, e pessoas que fazem parte dela e portanto não a vão desmerecer. Os que não vivem no Japão não têm essa sorte, e frequentemente vêm a sua origem silenciada ou apresentada como estereótipos. É natural que, dada essa contextualização e a sociedade em que vivem, as reações sejam diferentes. 

Critérios
» Como detetar AC | Condições da apropriação cultural: 
Estamos na presença de apropriação cultural quando se verificam simultaneamente estes 2 pontos:

1) Os elementos estão a ser utilizados por uma cultura maioritária: A palavra apropriação pode referir-se a várias temáticas, mas quando falamos concretamente de especificação cultural, é comum que esteja em jogo algum destes privilégios: raça (associada a caraterísticas biológicas), etnia (associada à cultura e/ou língua de alguém), classe social (aka ricos vs pobres) ou religião. 

Por isso é que não existe apropriação de culturas brancas. 
Se lerem o post mais à frente, irão constatar que um exemplo de apropriação são pessoas brancas a utilizar penteados tipicamente Afro. Há quem tente criticar isso dizendo que muita gente negra alisa o cabelo e o pinta de cores claras, chamando isso de "apropriação reversa" ou expressões assim. Essa crítica é ridícula, pois uma das razões pelas quais pessoas negras começaram a fazer isso foi para pararem de ser mal vistas - e nem assim funcionou: como o cabelo delas é naturalmente encaracolado, é frustrante terem tanto trabalho para um cabelo que não se mantém "aceitável" para os padrões brancos. Ironicamente, por outro lado, se forem pessoas brancas a usar "penteados Afro", não passam a ser mal vistas. 

2) Esvaziamento cultural e banalização do elemento: Desconhece-se o significado, origem e/ou propósito do elemento apropriado - o que é bem mesquinho e denota um grande desrespeito. Mais em baixo, na secção dos exemplos, explico brevemente um fragmento do simbolismo dos elementos mais comuns.

Há quem tente dar exemplos idiotas para contra-argumentar isto, dizendo que minorias então não podem usar cruzes por esse ser um símbolo cristão. Acontece que toda a gente reconhece o significado da cruz e associa isso ao cristianismo, contrariamente ao que acontece com símbolos de outras religiões, e portanto a crítica não é válida - por isso, e pelo facto de a religião cristã ter sido imposta a muitos povos. Outros exemplos de elementos de culturas maioritárias tendem a ser ainda mais infundados porque grande parte das coisas criadas por brancos não têm o propósito afirmar resistência e muitas vezes são apenas criados pensando no mercado e em popularizar quem criou.

» O que fazer para evitar isso | Condições da apreciação cultural :
Embora esta listinha seja falível, é possível que mesmo quem seja de uma cultura maioritária possa minimizar o impacto da apropriação cultural ou mesmo abolir a apropriação em si, convertendo o uso de certos elementos em apreciação. Basicamente esta lista diz para, se realmente se quiser retratar/usar um elemento de outra cultura, prestar o devido respeito ao fazê-lo.

1) É mesmo necessário/desejado usar este símbolo? Muitas vezes, as pessoas metem uma coisa na cabeça e mesmo que hajam alternativas menos problemáticas das quais poderiam gostar, desconhecem-nas. Antes de responderem a esta pergunta, pesquisem. Vejam se não há penteados/roupas/elementos artísticos/whatever que sejam do vosso agrado e não sejam apropriados. Parece-me difícil não encontrar alternativas considerando o quanto a nossa sociedade tem para oferecer. Se realmente a resposta for sim, então atentem ao resto da lista.

2) Qual a origem e história do elemento? O google está aí para isso: para literalmente chegar lá e pesquisar "history/origin/purpose of dreadlocks" e absorver um conhecimento mínimo. Não custa nada, não é preciso ficar a saber tudo nem aprender o que é relevante de um dia para o outro. Aliás, mais do que memorizar a origem, é necessário entendê-la, e isso só se consegue com um estudo contínuo, mesmo após a adquirição do elemento. O objetivo não é só absorver conhecimento por si só, mas entender a perspetiva de outras culturas e desenvolver uma conexão com as mesmas. 

3) De que forma o grupo que criou esse elemento é oprimido? Esta questão permite reconhecer os próprios privilégios, entender porquê que usar o elemento poderá incomodar e tomar consciência das batalhas atuais das pessoas. É uma forma de criar empatia e de reconhecer que as formas de preconceito e opressão que motivaram a origem do que se quer usar ainda persistem, mesmo que talvez de formas diferentes. Isso implica aprender de que forma racismo, colonialismo, classismo e afins se manifestam hoje em dia, e porquê que utilizar determinado elemento denota que somos privilegiados por poder usar sem riscos algo que a cultura originária não pode. 

4) De que forma é que o elemento empodera a cultura que o criou? Muita gente reconhece que a arte, acima de tudo, é uma forma de expressão. Mas não é a única, e qualquer elemento apropriado poderia ter como propósito fundamental conectar as pessoas às suas origens, criticar a má recepção da sociedade a grupos minoritários e ser um símbolo de resistência. Reconhecer isso é importante para se ter noção de que forma alguém de grupos maioritários estará a diminuir o seu significado ao usar o dito elemento só "porque sim".

5) Será possível contactar com o grupo cultural que deu origem ao símbolo? Nem todos os detalhes estão na internet, e mesmo que estejam, é mais fácil entender o que as pessoas de certo grupo sentem convivendo com elas: ouvindo as suas expressões, constatando a aplicabilidade do elemento. vendo as coisas positivas e negativas que experienciam no dia a dia, e verdadeiramente interiorizado os aspetos culturais. É melhor ainda se se puder conviver com grupos da mesma cultura em localizações geográficas diferentes, já que, como dito, é possível que eles tenham perspetivas distintas e isso ajuda a expandir os horizontes e a ver as pessoas como indivíduos, em vez de monólitos. Se possível, o contacto deve ser em pessoa, mas conversar com alguém online já cobre algumas das falhas das pesquisas.

» Ou seja, 3 conceitos importantes a reter:
Todos eles podem ser incluídos no conceito de "trocas culturais" e associados à globalização, mas o primeiro corresponde à forma errada de fazer essas trocas.
  • Apropriação - Quando: um grupo maioritário usa elementos de uma minoria sem os estudar | Consequência: perda do significado do elemento
  • Apreciação - Quando: um grupo maioritário usa elementos de uma minoria após os estudar | Consequência: respeito pela minoria e pelo significado do elemento
  • Assimilação - Quando: um grupo minoritário usa elementos de uma maioria | Consequência: ser menos mal visto

Exemplos comuns de apropriação cultural
Basicamente, é aqui que eu tagarelo sobre o porquê de diversos elementos serem associados a resistência ou considerados apropriação, e tento esclarecer o significado original de todos eles. ara que conste, esta lista está bastante incompleta, e seria ótimo se fizessem as vossas próprias pesquisas.

» Beleza:
Bindi - Teve origem no sul da Ásia (índia, Nepal, por aí), e tradicionalmente consiste num ponto vermelho (Pottu) ou numa marca vertical (Tilak) entre as sobrancelhas, que no Hinduísmo representa o sexto chakra (o da sabedoria) e ainda o "terceiro olho". Frequentemente usado em casamentos no sul da ásia. Contudo, passou a ser comercializado como um mero acessório.

Rastas e tranças - Muita gente negra alisa o cabelo para ser menos mal vista, mas as rastas e tranças (assim como o cabelo solto com os caracóis naturais) já por si denotam uma recusa de padrões. As rastas têm uma origem Jamaicana mas foram popularizadas por Bob Marley, enquanto que as tranças têm uma história mais associada à escravatura. Só a partir da década de 60, quando ocorreu o movimento Black Pride, é que as pessoas negras puderam começar os seus cabelos naturais independentemente da aceitação da sociedade, e por isso é que são um símbolo de resistência e amor próprio.

Turbantes - Também com uma história associada à escravatura, e aqui um comentário sobre quando os escravos foram levados ao Brasil: "Quando chegaram por aqui, os traficantes de pessoas já tinham apagado os registros do lugar de onde haviam saído, redefinindo etnias com nomes genéricos como Mina (todos os embarcados na costa da Mina), feito-os dar voltas e voltas em torno da Árvore do Esquecimento (ritual que acreditavam zerar memórias e história) ou passarem pela Porta do Não Retorno, para que nunca mais sentissem vontade de voltar, separado-os em lotes que eram mais valiosos quanto mais diversificados, para que não se entendessem." Têm origem Africana, tipicamente usados por mulheres negras, e eram usados para proteger a "ori", isto é, a cabeça, tanto no sentido literal como religioso, sendo também uma metáfora para abrigo e fé coletiva.

» Disfarces: Pois como se não bastasse igualar pessoas que existem a disfarces de fadinhas, bruxas e personagens fictícias, cada um destes disfarces mexe numa ferida específica. A campanha "We're a culture, not a costume" (vejam nos links finais) ilustra isso mesmo.

Índios - Os índios foram forçados a abdicar da sua cultura, e o pouco que restou passou a ser visto através de estereótipos. Mas um disfarce de índio particularmente mau é o da Pocahontas: "The real Pocahontas, whose given name was Matoaka, was abducted as a teenager, forced to marry an Englishman (not John Smith, by the way), and used as propaganda for racist practices before she died at the age of 21." É horrível quando uma cultura minoritária vê um acontecimento negativo da sua história romantizado através de uma história da Disney, e tal como dito no segundo link dos créditos, a maioria das pessoas ficaria revoltada se a Disney tivesse feito uma história em que Anne Frank casava com um Nazi.

Burqa e Hijab - Já mencionei [nesta imagem] que há diferenças entre os vários tipos de véu e consequentemente várias origens, mas falando de maneira geral, estas são pouco importantes para o quão problemático é pessoas não-muçulmanas usarem qualquer tipo de véu, seja como moda ou disfarce. Porquê? Porque imensa gente foi/é vista como terrorista, oprimida e/ou negada refúgio por usar véus. É um caso atual, fácil de entender, contudo muita gente branca parece achar que pode usar esse elemento cultural sem passar pelas provações que pessoas muçulmanas passam para se manterem conectadas às próprias culturas.

» Tradições, comportamentos e arte: 
Yoga - Se há algo que me deixa orgulhosa, foi eu ter (ainda que apenas por coincidência) praticado um dos únicos yogas não apropriado, o Samkhya: tem como símbolo o símbolo Aum, e os professores realmente aprendem sobre hinduísmo, vão à índia aprender mais sobre a cultura, e até aprendem a ler sâmscrito, sendo que esse conhecimento é passado aos poucos aos estudantes de forma a honrar a cultura. Contudo, a maioria dos yogas focam-se apenas na parte física e, se abordarem o lado espiritual ou as origens do yoga, fazem-no de forma muito supérflua.

Rock - "Sam Phillips, the record executive who discovered Elvis, summed it up when he apparently said, “If I could find a white man who had the Negro sound and the Negro feel, I could make a billion dollars.”" Muita gente acha que o rock foi inventado por um branco, Elvis, e embora ele pessoalmente nunca tenha clamado criá-lo, os fãs, a indústria e os meios de comunicação fizeram questão de reforçar a ideia de que foi ele. Mas na realidade, o rock foi inventado por volta de 1950 por artistas negros, sendo Chuck Berrys um dos nomes mais marcantes.

Estampas - Darei um exemplo bem específico relativo a privilégio de classe (que está no link 7), para verem que isto não remete só para questões raciais: Um artista Holandês decidiu fazer um serviço de pratos com umas runas típicas de graffitis/pixações de São Paulo, e lucrar com isso. É extremamente injusto pois as pixações são vistas como uma forma de vandalizar a cidade e "coisa de gente pobre", contudo, o mesmo estilo de arte apresentado por alguém que não tem qualquer conexão com a mesma, nunca foi desdenhado por a praticar e de uma classe superior, rendeu fama e dinheiro. Além disso, despojadas do seu sentido de transgressão, aquelas runas não significam nada.

» Racismo puro sem volta a dar:
Blackface/Yellowface - Nunca pintem a cara de certas cores, nem para fazer cosplay, entendido? Nem me vou dar ao trabalho de explicar muito, diga-se apenas que blackface foi muito usada para troçar das pessoas negras e compará-las a macacos.

Agradecimentos especiais
  • 1. Cultural appropriation [www]
  • 2. What's wrong with cultural appropriation [www]
  • 3. Cultural appropriation of beauty [www]
  • 4. Amandla Stenberg: don't cash crop on my cornrows - youtube [www]
  • 5. Turbantes, apropriação cultural e a desculpa perfeita para ser racista [www]
  • 6. Na polémica sobre turbantes, é a branquitude que não quer assumir o seu racismo [www]
  • 7. Má que diabos é a apropriação cultural [www]
  • 8. Apropriação cultural é um problema do sistema, não de indivíduos [www]
  • 9. Resistência, política e elegância: o empoderamento através do turbante [www]
  • 10. Se ela falasse "vou usar turbante sim" em vez de "vai ter mulher branca de turbante sim", essa postagem não existiria [www]
  • 11. We are all Trini [www]
  • 12. The complex concept of cultural appropriation [www]
  • 13. Essa tal de apropriação cultural - youtube [www]
  • 14. 7 ways of "honoring" other cultures that are really just cultural appropriation [www]
  • 15. 5 simples questions that will help you avoid cultural appropriation [www]
  • 16. Why discussing cultural appropriation isn't just being told what you "can't" do [www]
  • 17. When people ask me why I care about cultural appropriation [www]
  • 18. 8 times black hairstyles were culturally appropriated [www]
  • 19. History of African American hair braiding [www]
  • 20. We're a culture, not a costume - campanha da universidade de Ohio [www
  • 21. 11 of the most culturally appropriated South Asian accessories [www]
  • 22. Cultural appropriation of the burqa in the fashion runaway [www]
  • 23. 5 reasons Katy Perry is pop music's worst cultural appropriator [www]
Concluindo com uma analogia do link 7: apropriação é quando alguém faz um trabalho da escola e é avaliado com má nota, no ano seguinte dá o trabalho a um amigo que teve de fazer algo sobre o mesmo tema, o amigo copia o trabalho inteiro, recebe boa nota e ainda é convidado para o divulgar. Uma situação bastante irónica.

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