Ohayou minna-san! Aqui é a Any, do {Forever Sapo}. Este é um blog onde direi, sem compromissos, qualquer coisas que me venha à cabeça, através de posts desconectados entre si. É só uma forma de matar saudades da blogosfera.

09 junho 2017

Olimpíadas da opressão?


Oras... há quanto tempo, não é?

A faculdade tem sido, nas palavras de um amigo meu, "tortuosamente divertida": tenho estado mesmo muito ocupada mas adoro os trabalhos de grupo que fazemos simulando que estamos a trabalhar para uma empresa. Acontece que hoje o meu pc deu a louca e os programas congelam a cada linha de código que escrevo, então eu desisti - e como já estava na altura de ter um computador que aguentasse com programas pesados, amanhã vou ter o meu novo bebé! :3 Portanto hoje aproveito para procrastinar.

Volta e meia, ainda consigo absorver conhecimento sobre principalmente questões lgbt+, e o que eu venho comentar hoje acaba por ser um post introdutório a questões mais pesadas que eu já era para ter abordado (mas que são tão extensas que ainda nem tive coragem de terminar o post xd). Basicamente, vim falar um pouco sobre como a homofobia não é a única forma de lgbtfobia, e vim explicar de que modo os vários tipos se podem combinar ou ser manifestados até por pessoas lgbt+. Acima de tudo, vim apresentar uma espécie de hierarquia, mas deixo já o aviso de que não tenciono alimentar a narrativa de que certas formas de preconceito são piores que outras - aliás, até me oponho bastante a essa linha de pensamentos. 

O que me motivou a escrever o post foi [este] artigo. É realmente bom e mostra que a pessoa sabe do que está a falar, então recomendo a leitura para um entendimento mais profundo. O que eu vou fazer aqui será basicamente resumir alguns pontos importantes, mas comentar coisas que não considero que sejam tão absolutas quanto foram apresentadas. 

{OBS: Este artigo foca-se nas formas de lgbtfobia que dizem respeito a orientações, não tendo em conta a questão da identidade de género. Embora eu vá mencionar esse aspeto num futuro próximo (?), mencioná-lo já tornaria o post mais complexo do que é minha intenção, e implicaria que eu alterasse os gráficos originais}


Comecemos por analisar o gráfico acima, que denota muito bem a hierarquia entre opressões dos vários grupos - vejam [aqui] as várias orientações. Basicamente, pessoas hétero podem discriminar contra gays, lésbicas, pessoas m-spec (como bissexuais) e pessoas a-spec (como assexuais).

Como é que isso é possível e de que forma esse preconceito se manifesta? + [aqui]
  • Homofobia» Preconceito contra quem sente atração pelo próprio género, independentemente da orientação em concreto, e muitas vezes direcionada também contra quem não conforma às normas de género.
  • Lesbofobia» Preconceito contra mulheres que gostam de mulheres, mais frequentemente contra lésbicas. Tende a ser cis-sexista  (ex: "Mulheres nem sentem prazer", "Sexo sem um pénis nem é sexo", "É só para chamar a atenção dos homens"), implicar com a label (ex: "Lésbica é uma palavra feia") e reforçar estereótipos estúpidos (ex: "Se é para namorar mulher que parece homem, porquê que não namora com  homem a sério?").
  • Bifobia» Não implica com a atração pelo próprio género, mas com o facto de se gostar de mais do que um. Pode manifestar-se num nível de classe (ex: "Isso não existe", "É uma transição entre sexualidades", "É fase de indecisão"), nível individual (ex: "Esta pessoa não é realmente bi porque...") e nível estereotipado (ex: "Querem tudo", "Não ficarão satisfeitos só com um parceiro", "No fundo gosta de homens").
  • Afobia» O implica tanto com os géneros em questão, é mais uma forma de invalidação enorme que pode manifestar-se só como arofobia (ex: "Arromânticos são incapazes de amar/robóticos/frios"), acefobia (ex: "Ainda é muito inocente", "Eu podia curar-te"), ou ambos (ex: "Um dia vais encontrar a pessoa certa"). 

Portanto, é possível uma pessoa gay ser lesbofóbica, bifóbica e afóbica, uma pessoa lésbica pode ser bifóbica e afóbica, e uma pessoa bi pode ser afóbica. Isso não é questionável e nem sequer é tão incomum quanto eu desejaria. Menos comum e também menos hierárquico são casos de, por exemplo, pessoas bissexuais ou assexuais que detém uma série de homofobia internalizada - não nego que há idiotas em todo o lado. Contudo, o mais comum mesmo é que seja a comunidade gay e lésbica a cometer atos de exclusão.

Hora da história: Quando (re)começou a luta por direitos da comunidade lgbt+, alguns grupinhos tiveram de ser *sacrificados*. Pessoas homossexuais foram quem mais teve conquistas, e isso implicou uma série de medidas: Exclusão de pessoas trans e tratando a questão da identidade de género como algo que não era do interesse da comunidade; Exclusão de bissexuais porque senão seria difícil espalhar a narrativa do "Born this way" e explicar às pessoas que gostar do próprio género não era uma escolha; Exclusão da comunidade queer, porque exigir ser aceite como um todo e sem policiamento de identidades deixaria a sociedade muito confusa, e porque é mais fácil aceitar uma família que só não é tradicional por causa dos géneros, do que aceitar uma família poliamorosa ou pessoal kinky;


Há ainda um conceito que só é atirado contra a cara de pessoas m-spec ou a-spec: privilégio hétero, isto é, o conceito de que a invisibilidade de pessoas bi+ e a+ as poupa de agressão física, logo, só pode ser um privilégio (hint: não é, porque vem a custo da nossa identidade e não nos poupa de agressões indiretas). Pessoas gays e lésbicas nunca serão acusadas desse termo, porque se considera que, se a homossexualidade é o oposto da heterossexualidade, então é "mais corajoso" assumir que se é gay/lésbica - apesar de a [estatística bi | estatística ace/aro+www] comprovar que os outros dois grupos sofrem com mais ansiedade e riscos - e estar num relacionamento do mesmo género implica que estejam fora do armário. Com pessoas m-spec e a-spec, o double-standard é tão irónico que se considera o contrário:
  • Se pessoas multissexuais namorarem com alguém de um género diferente, são vistas como um casal hétero, logo é considerado que não sofrem nenhum preconceito (pois não podem sofrer homofobia e a sociedade desconhece os outros preconceitos). Se forem pessoas assexuais, é considerado o mesmo. O primeiro grupo é chamado de "bihet", e o segundo de "héteros que não gostam de sexo". 
  • Por outro lado, se pessoas multissexuais namorarem com alguém do próprio género, são consideradas um casal gay em que pelo menos uma das pessoas está "em cima do muro", isto é, ainda não teve coragem de sair do armário (o que encara a bissexualidade como um passo intermédio entre hétero e gay). Assexuais também são considerados que estão no armário, porque são "gays com medo de usar a palavra". 

Já perceberam porquê que tanta gente fala de uma hierarquia?

Isso não invalida o facto de que todas as comunidades sofrem preconceito, e aliás, importa notar que há 3 grandes caraterísticas de todos os tipos de discriminação: discriminação lgbt+ não é exceção à regra: invalidação, hipersexualização, e apagamento. A autora fez um ótimo ponto em ilustrar como é que esses conceitos são aplicados aos 3 grupos que estou a considerar neste artigo:

Todos os grupos são vítima de uma coisa que se chama heterossexualidade compulsiva. Porquê? Porque pessoas gay/lésbicas não gostam do género oposto, pessoas bi+ não gostam só de um género, e pessoas assexuais não sentem atração da mesma forma. Isto, quando o que a sociedade quer é que se sinta todos os tipos de atração, por um único género, que tem de ser o género binário oposto. Isto é:

O que eu acho do artigo original, foi que falhou em discernir o objetivo da centralização de privilégio (aquela imagem inicial), pois fez o ponto de que alguns grupos NÃO tem um privilégio em relação a outro: O objetivo nunca foi dizer quem é que sofre mais ou menos, porque isto não são as olimpíadas da opressão. Ninguém está a falar de privilégio absoluto. Estamos é a falar de privilégio relativo: Relativamente à mesma categoria, quem cumpre um requisito tem privilégio, quem não cumpre não.

A terceira imagem pode aparentar o contrário: que todas as pessoas lgbt+ estão no mesmo barco, passando pelo mesmo, ainda que de formas diferentes. Contudo, isso deixa de lado o facto de que:
  • Há mesmo gays e lésbicas que excluem e discriminam bissexuais, e assim sucessivamente, como eu disse acima.
  •  Pessoas bissexuais não sofrem só bifobia - sofrem bifobia E homofobia pelo menos em alguns casos, logo sofrem mais preconceito, porque isso vai somando. O mesmo é válido para assexuais: se eles sentirem atração romântica pelo próprio género, ou mesmo por mais de um género, podem para além de acefobia sofrer as outras opressões.
Ou seja, não há hierarquia porque bifobia é pior que homofobia - isso não é verdade - MAS porque quem sofre bifobia também sofre homofobia.

Muita gente tenta dificultar as coisas com perguntas como esta: "Quem é mais privilegiado então, uma mulher lésbica branca ou uma mulher hétero negra?" Mas isso ignora totalmente o objetivo. Nenhuma das pessoas é mais privilegiada. Mas RELATIVAMENTE à categoria da sexualidade, a mulher hétero é privilegiada. Relativamente à cor, a mulher branca tem privilégios que a outra não tem.

O objetivo é criar palavras que comuniquem problemas específicos, para que possam ser combatidos.

Se alguém fizer uma palestra para alertar das particularidades do cancro da mama, não faz qualquer sentido dizer à pessoa "Tu não devias estar a fazer uma palestra sobre isto, porque isso mostra que achas que os outros tipos de cancro não são importantes". Essa conclusão seria estúpida. Porém, também seria estúpido negar que quem tem cancro E outra doença está em pior situação do que só quem tem cancro, por muito que o cancro já seja problema que chegue. 

Então porquê criar guerras dentro da comunidade lgbt+?
Dizer que existe bifobia não minimiza em nada a homofobia, lesbofobia, etc. O mesmo para a afobia. Mas muita gente quer acreditar que sim para atacar pessoas bi+ e a+, sob a desculpa de "atacaram-nos primeiro!"

Para piorar a confusão, há quem tente a todo o custo fazer disto uma competição para se poder desresponsabilizar.

Por exemplo, há idiotas que acham que pessoas trans que sofrem misgendering (ex: serem tratadas pelos pronomes errados) estão a ser piquínhas considerando que há "problemas muito maiores" a ocorrer no mundo, como o [caso da Rússia]. E eu até concordo que esse caso é mais grave, mas quando eu concordo com isso, não acho que seja justificativa para continuar a não tratar corretamente pessoas trans nem acho que a experiência delas valha menos - ainda por cima por ser algo facilmente ao nosso alcance, e porque exigir respeito nunca é piquisse, e sim um direito. Respeito ou se tem ou não se tem. Não é uma coisa condicional. 

Aconteceu algo parecido quando foi legalizado o casamento do mesmo sexo: imensa gente disse que havia coisas mais importantes, como acabar com a fome em África. O que eu me pergunto é, será que essas pessoas estavam mesmo preocupadas com a causa, ou queriam apenas invalidar a conquista de pessoas lgbt+? Tende a ser o segundo o caso, e isso confirma-se ao ver que quem fez a critica segue a vida sem ajudar a causa em que supostamente acreditava - enquanto que, ironicamente, muita gente que advoca por exemplo pelos direitos lgbt+ também ajuda outras causas, como a dita fome em África.

Viva a hipocrisia...

5 comentários:

  1. "há quanto tempo, não é?".... AAAAAAA QUE BOM QUE ELA SABE QUE JÁ FAZ TEMPO NÉH, SENHORITA ANY-CHAN U-U shuashuashua Enfim, e aí guria belezura!? Pelo visto a faculdade tem te tirado o couro ~bem vinda ao inferno :v~, mas é aquilo: A gente sofre, mas se diverte com essas loucuras! (no meu caso tenho metido a mão em vaquinhas, e quem sabe ~se os temporais da minha região pararem e darem chance para a estradinha de terra que leva até a fazendinha da universidade se recuperar~ vou ter várias aulas práticas e uma delas com direito a palpação retal \o/ ~sim, colocar a mãozinha naquele lugarzinho da vaca~), mas focando nos teus códigos.... Minha nossa senhora, eu já surto fazendo uns lay meia boca, quem dirá construir todo um código ;-; Aliás, é só código de "lay" que vocês aprendem ou rola tipo, código de jogos e programas também!? E nem me fale em pc bugadinho, meu notebook deu umas loucuras esses dias e teve que ir para o concerto ~de novo~ ;-; Mas, tamo aí vivo e feliz da vida que o semestre já está acabando o/ (e como minha colega diria "Nunca duvide da capacidade de salvar um semestre inteiro em uma semana" shauhsuashuashu)

    Mas focando no post:

    Deixa ver se eu entendi essa treta, pelo pouco que eu sei me parece que algumas pessoas ficam "competindo" para ver quem sofre mais e nisso acabam saindo alguns preconceitos bem loucos!? Sei lá, tive a sensação de que um fica comparando os problemas e preconceitos que sofre com o dos outros, quando na verdade (pelo menos ao meu ver) são coisas incomparáveis. Porque aos olhos da pessoa o problema do outro pode ser pequeno, mas ela só vai realmente saber se é ou não pequeno quando passar pelo mesmo. Sem mencionar que mesmo sendo """menor / mais leve""" o preconceito que a pessoa sofre, ainda assim ela está sofrendo alguma coisa e isso é chato, estressante e depressivo para um caraleo. Tipo, ser pequeno ou sofrer "menos preconceito" não muda o fato de que a pessoa está sofrendo um preconceito.... Então, sei lá... Talvez o que falta são as pessoas se colocarem um pouquinho no lugar das outras e pensar "Pô, a minha situação tá ruim, mas para fulaninho também deve tá um porre isso" ou tipo "Se fosse comigo eu também iria me incomodar bastante".

    E é incrível como as pessoas usam a África para qualquer desculpa '-' Qualquer assunto que é considerado "fútil" ou "perda de tempo" é colocado como algum tipo de "vilão" que veio para roubar os holofotes dos problemas africanos. Lógico que não é para largar de mão esse assunto da fome, mas também não é menos válido se preocupar com coisas mais "pontuais" (até porque a galera lgbt+ e o pessoal que apoia o grupo geralmente são ligados nessas questões sociais, então a probabilidade deles ajudarem nesse tipo de causa é bem considerável, portanto ajudando o povo lgbt+ indiretamente podem estar ajudando também a África e outras pessoas / culturas O/)

    Enfim, mas eu sinto que esses desentendimentos sejam coisas normais (até certo ponto), é como se fosse uma família ou um povo de algum país: De vez em quando rola umas tretas internas como essa, MAS SE ALGUÉM DE FORA APARECER ESCULHAMBANDO AS PESSOAS DO GRUPO, AÍ O POVO SE UNE E O BICHO PEGA! (pelo menos é assim que acontece com os br quando rola treta com gringo ou com o K-pop quando rola alguma premiação internacional :v..... Sério, kpopper é bicho poderoso, minha irmã me fala de umas tretas tensas entre os fandoms, mas falou em um koreba ganhar destaque lá fora, aí tudo as kapoppera se unem em nome da causa!). Mas lógico que o ideal seria fazer as pessoas entenderem que por menor que seja o preconceito que o outro está sofrendo, ainda assim incomoda. E que nem sempre ter algum tipo de "privilégio" é algo bom, até porque esse privilégio pode vir as custas de algo muito maior.

    Então era isso, a janta aqui em casa já está pronta e se eu não for para a mesa eu vou levar uma voadora da minha mãe!

    Kiss

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    1. Nossa que orgulho de mim! Finalmente um comentário que coube numa única caixinha do blog <3

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    2. Por esta altura acho que você já sabe que eu estou bem ciente da minha lesmisse ^^ E sim, é impressionante como tanta sofrência pode ser divertida – aliás, já vi que recomenda palpação retal haha Eu na verdade praticamente não faço códigos de layout, só códigos de programas mesmo, e mais tarde aprenderemos jogos sim ^^ Embora de jogos vá ser só uma introdução. Nos programas dá para personalizar o layout, mas é de forma completamente diferente, o código que estamos a usar é javascript e nem se compara a html e css, que é que usamos no blogger.

      Eventualmente o objetivo não é dar a entender quem sofre mais – acho que é uma atitude que deriva mais do medo do que de más intenções. Por exemplo, muita gente lésbica é bifóbica pelo medo de ser traída – a atitude racional seria aprender mais sobre bissexualidade e desconstruir essa ideia, mas nem toda a gente é racional. Pessoas trans, embora não tenham sido mencionadas neste post, às vezes deixam pessoas não-binárias de lado por receio de que as pessoas cis parem de apoiar pessoas trans por acharem que isso dos géneros é muito confuso. Há ainda que considerar que estereótipos não caem do céu: ou derivam de 1 acontecimento infeliz (por exemplo, uma pessoa bi pode mesmo ter traído alguém cm uma pessoa de um género diferente daquela com quem namorava e alguém decidiu generalizar essa atitude), ou de linhas de raciocínio bola de neve (é comum algumas pessoas acharem que, deixando entrar pessoas de x identidade na comunidade, de caminho já se vai aceitar pedófilos). No fundo é um monte de conclusões mal tiradas, embora claro, também haja gente que compete pelo único propósito de competir.

      Mas claro que essa é a parte complexa da coisa, e você entendeu muito bem isso de que “aos olhos da pessoa o problema do outro pode ser pequeno, mas ela só vai realmente saber se é ou não pequeno quando passar pelo mesmo”. E precisamente, mesmo que seja um problema pequeno, não o torna inexistente – uma vez vi uma comparação entre microagressões e picadas de mosquito, e achei perfeita, pois mesmo que uma picada não seja nada de grave, se forem muitas, podem ser um grande incómodo ou mesmo causar morte. Então falta empatia, sim.

      O mais irónico em usar a África para desmerecer os problemas pequenos é que aspessoas não se tocam que o que estão a dizer é que não vão fazer nada por ninguém – porque se não conseguem resolver problemas pequenos, um problema grande está decididamente fora do alcance delas. E ótimo ponto aqui “ajudando o povo lgbt+ indiretamente podem estar ajudando também a África e outras pessoas”.

      É bem verdade, a comunidade lgbt+ ( e provavelmente está longe de ser a única) pode ter muitos desentendimentos, mas sem dúvida se une para derrotar o inimigo comum. De certa forma comunidades parecem fandoms mesmo haha Eu não sabia que isso também rolava com k-pop, mas em qualquer outro fandom é assim mesmo. Se procurar pelo fandom de voltron, vai ver que ele é um fandom enorme, e quanto maior, mais treta tem >.< O problema é quando algumas pessoas são impedidas de se unir às causas – se assexuais não forem considerados lgbt+, mesmo que queiram ajudar a lutar contra a heteronormatividade, os esforços deles nunca vão ser creditados, ou quanto muito são considerados aliados. Isso é bem triste…

      Mas pronto, vou passar ao próximo post ^^

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  2. Oiiiii Any!! Haha, lembras-te de mim? É a Hanna (agora Mel :3c). Voltei há pouco tempo (uns meses acho eu) ao blogger e andei à procura de gente que ainda estava viva. Fico feliz que ainda estejas a postar aqui! (pode não ser no Forever Sapo, mas já estou a seguir este novo!)

    "Tortuosamente divertida"... não podia descrever melhor a faculdade. Este meu primeiro ano de caloiro também foi exatamente isso. Li no teu último post do Forever Sapo que não conseguiste entrar em medicina :(( Olha e eu não consegui entrar em Biologia Marinha haha, por duas décimas. Estou agora em Geologia na FCUP xD vamos lá ver o que sai daqui, até agora eu estou a gostar.

    Falando do post (meu deus, que saudades de comentar!!)
    Eu li isto com toda a minha atenção, não fazia a menor ideia destas "disputas" e dos diferentes tipo de fobias entre a comunidade lgbt+! Foi super informativo. Acho a humanidade tão idiota; quando este grupo devia estar unido para defenderem os seus direitos ainda há fobia entre eles... como se os problemas e a discriminação que têm atualmente não fosse o suficiente. Espero mesmo que um dia (se calhar nós ainda não veremos esse dia), mas se tiver filhos, que vivam num mundo onde este estúpido preconceito não exista. Deixem as pessoas amarem quem quiserem, mais amor menos ódio. Não nos afeta, nem afeta ninguém se a pessoa do lado está numa relação com x, y ou z, ou se este não quer nunca uma relação na vida.

    Ah, a típica desculpa; "a fome em África". Um clássico. Adoro como mencionam esse assunto quando não sabem nada sobre ele, e não levantam um dedo para ajudar esse mesmo problema. Muito provavelmente essas pessoas que falam da fome em África deitam milhares de comida ao lixo sem darem conta. A fome não é o único problema a ser resolvido neste mundo, muito menos começar a comparar coisas. Se toda a gente parasse um pouco de comparar problemas se calhar já teríamos a maioria deles resolvidos.
    Enfim, seres humanos são geralmente idiotas que não usam as capacidades que a Natureza nos deu...

    Ficarei mais atenta aos teus posts Any!
    Muitos beijinhos ♡♡♡
    - Mel

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    1. Ufa, já respondi ao teu comentário mais recente, mas bem-vinda! :) Eu julguei mesmo que tinhas abandonado a blogosfera, mas afinal voltaste à força toda. Se quiseres no próximo post anuncion que voltaste a blogar e digo a todas as blogueiras que ainda não desapareceram para dar uma forcinha. E não se preocupe, eu estou muito mais feliz estando em informática, Vai que um dia ainda nos podemos conhecer na vida real, afinal ambas estudamos no porto.

      É realmente triste como há preconceito dentro de um grupo marginalizado por si só, mas a coisa fica ainda mais pesada quando consideramos o que eu disse no comentário da hinata: quem muitas vezes essa atitude provém do medo e de perder a pouca proteção que já se tem. Ainda assim fico feliz por ter lido este post todo, e por ter percebido tudo bem, tinha receio de que fosse um pouco denso para quem não estivesse por dentro do assunto >.< Aliás, eu não sei se sabe, mas eu própria sou bi. De certa forma, por isso e por eu ser ativista + feminista é que estou sempre a pesquisar sobre alguns dos assuntos mais difíceis, acho que está na altura de ir para além daqueles assuntos superficiais que até uma criança é capaz de entender como "amor é amor".

      Haha, é um clássimo mesmo xd "Se toda a gente parasse um pouco de comparar problemas se calhar já teríamos a maioria deles resolvidos" exatamente isso. Mas agora que você fala nisso, deitar comida ao lixo pode ser mau, mas não seria exatamente isso a salvar a questão da fome - o problema está na estragação que restaurantes, centros comerciais e grandes empresas fazem. Talvez um dia ainda faça um post sobre isso, mas o capitalismo usa muito a estratégia de fazer os cidadãos que não têm poder para mudar as coisas sentirem-se culpados por coisas de que os grandes empresários é que podiam mudar. Claro, pequenos gestos importam, mas não são tudo.

      Arigatou <3

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